



Ele informou que a Infraero estuda - em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Secretaria de Aviação Civil, do Ministério da Defesa, e Departamento de Controle de Espaço Aéreo (Decea), do Comando da Aeronáutica - uma proposta de revisão da tarifa de movimentação nos aeroportos paga pelas empresas de aviação comercial para pousos, decolagens e permanência. Ferreira Júnior observou que essa tarifa não é ajustada desde 1997 e previu que o estudo será concluído até o fim deste semestre e que, de 2002 para cá, a inflação foi de 48,9%. Fez a ressalva de que esse porcentual não será, necessariamente, o de reajuste, mas disse que algum tipo de correção será necessário.
No ano passado, segundo o diretor, o prejuízo da Infraero com a tarifa de movimentação aeroportuária foi de R$ 409,2 milhões (diferença entre o que recolheu com a tarifa e o que gastou na movimentação nos aeroportos).
Taxa defasada
Ferreira Júnior comentou ainda que as taxas de embarque pagas pelos passageiros estão defasadas, mas não falou em reajuste. Explicou, no entanto, que essas taxas não estão sendo suficientes para o pagamento dos custos com o embarque. Em 2007, a Infraero arrecadou com essas taxas R$ 643,8 milhões, mas teve gastos de R$ 642,4 milhões. O diretor financeiro disse que serão estudadas outras formas de compensar o prejuízo de R$ 1,4 milhão. Para 2008, a Infraero está prevendo um aumento de receita de 10,8%.
Em relação à possibilidade de problemas no setor aéreo durante o feriado da Semana Santa, Ferreira Júnior disse: "A crise, o caos já ficaram no passado. No carnaval, não tivemos problema, E, agora, a expectativa é de que tudo corra bem na Semana Santa." (Tânia Monteiro)