



"Mais importante do que o passado é remetermos para o presente e o futuro. A ocupação da Amazônia será vista por um outro cenário do que ocorreu com a Mata Atlântica, por exemplo, foi ocupada de forma descontrolada", disse Crestana, que hoje apresentou a nova sede da Embrapa Monitoramento por Satélite, em Campinas, a jornalistas.
Para o presidente da Embrapa, a função da empresa ligada ao Ministério da Agricultura é avaliar quais as propostas de gestão pública para orientar a ocupação agrícola de parte da Amazônia já alterada, como por exemplo, a agropecuária intensiva. "Independente de outros biomas, há uma maneira de desenvolvimento e conhecimento sustentável", disse Crestana.
No caso do Bioma Amazônia, e também do Cerrado, o presidente da Embrapa citou o aumento da produtividade pecuária como forma de minimizar o impacto da ocupação nas áreas alteradas. "Em algumas áreas de pastagem dessas regiões, como as do Sul do Pará, é possível ampliar a ocupação de bovinos da uma unidade por hectare, como atualmente, para três unidades", afirmou.
A empresa pública vai municiar, por meio dos cenários obtidos, as decisões políticas tomadas pelos Ministérios da Agricultura, Casa Civil ou mesmo Gabinete da Presidência da República. "Aí, os blefes no plano internacional diminuirão com os dados objetivos apresentados pelo Brasil", concluiu Crestana, numa referência às rotineiras críticas internacionais sobre o avanço da agropecuária sobre áreas de floresta e a competição entre agricultura energética e alimentar no País.
Nova Sede
A nova sede da Embrapa Monitoramento por Satélite será oficialmente inaugurada amanhã com 6 mil metros quadrados e 48 funcionários. Foram necessários investimentos de R$ 12 milhões. A unidade era a única da Embrapa que ainda alugava as instalações. Estarão presentes na inauguração o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes. (Gustavo Porto)