



O cantor, no entanto, amoleceu quando viu o filho mais novo cantar os versos escritos por Dinho e Júlio Rasec, dos Mamonas. “Eu percebi que, de uma forma ou de outra, meu filho estava conhecendo minha música (Vira) e que tudo era uma brincadeira de moleque e decidi não processá-los”, diz Leal. “Dois meses depois”, o cantor recorda: “encontrei o Dinho em um programa de TV e ele foi extremamente gentil, disse que o disco dos Mamonas não existiria se não fosse a minha influência.”
Fãs famosos não faltam para o cantor. Entre eles estão o padre Marcelo Rossi, que gravou um Vira de Jesus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e até o técnico brasileiro da seleção portuguesa, Luiz Felipe Scolari. “Antes dele, jogávamos bem mas não tínhamos muita auto-estima nem comemorávamos tanto”, diz o cantor.
Inspiradas na música típica das aldeias portuguesas, Arrebita e Bate o Pé ainda são as referências mais fortes da música de Leal que o Brasil tem. Mas, ao contrário de ídolos como Bob Dylan e David Bowie, o cantor luso-brasileiro não tem problema algum em atender aos pedidos das senhoras que querem ouvir seus antigos sucessos. Além disso, seu mais novo projeto tem chamado a atenção da imprensa especializada de outros países. O álbum 'Canto da Terra' é a mais nova menina dos olhos do cantor. “Fiz todo o caminho inverso e redescobri minhas raízes”, conta.
Atualmente, Leal mora em Sintra, em Portugal, mas mantém uma casa em Alphaville, em São Paulo. Ele garante que não deixou o Brasil por causa da violência, situação econômica ou qualquer outra razão alegada por muitos de seus fãs. “Na verdade, a Portugal de hoje é bem diferente daquela que eu conhecia e preciso mostrar este novo País europeu para os brasileiros”, diz Roberto Leal. A partir de 2009, os shows do cantor no Brasil serão mais freqüentes. Ele assinou um contrato com a gravadora Movie Play, que prevê o relançamento de sua discografia. As informações são do Jornal da Tarde (AE)