



Depois de aliciar trabalhadores mediante falsas promessas de emprego remunerado, o fazendeiro os submetia a condições degradantes de vida e de trabalho, além de cerceá-los à liberdade de locomoção. Em suas fazendas, foram resgatados 19 trabalhadores que eram escravizados.
Segundo a denúncia do MPF, foram localizados corpos enterrados nas fazendas do empresário, que tinha conhecimento dos crimes. Muitos restos mortais já se resumiam a ossadas, dificultando ainda mais a identificação dos mortos e a elucidação de eventual crime contra a vida. Esses crimes ainda estão sendo investigados.
Gilberto Andrade foi condenado a 11 anos de reclusão, sendo oito anos pelo crime de trabalho escravo, três anos pelo crime de ocultação de cadáver, mais três anos de detenção pelo crime de aliciamento de trabalhadores. (Paulo R. Zulino)