



O governo chegou a sondar o México sobre um possível acordo para que apenas uma candidatura latino-americana fosse apresentada. Mas os mexicanos se recusaram a abandonar a corrida. Os demais candidatos são da Polônia, Bangladesh, Macedônia, Paquistão, Filipinas, Itália, Quênia, França, Eslovênia, Rússia e Japão. Mas um dos principais candidatos é o australiano Francis Gury, diretor-adjunto da OMPI e que tem o apoio dos países ricos.
Além de não ter o apoio de todo continente latino-americano, o Brasil ainda vem tendo um bom desempenho nas eleições para cargos na ONU desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O Brasil lançou candidatos para os postos de diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), para diretor da União Internacional de Telecomunicações (UIT), para o Banco Interamericano de Desenvolvimento e para o Conselho Executivo da Organização Internacional do Trabalho. O Brasil, porém, foi derrotado em todas as eleições. Desta vez, o Brasil espera reverter esse histórico. (Jamil Chade)