



Os proprietários afirmaram que o governo não cumpriu com suas exigências. O grupo disse que manteria os protestos por oito dias - o prazo acaba na quinta-feira -, para então analisar novamente a estratégia. Em princípio, o novo protesto deveria consistir em mobilizações de produtores ao lado das rodovias e na decisão de não comercializar grãos destinados à exportação. Mas, em quase 200 pontos do país, os ruralistas estão impedindo, durante várias horas ao dia, a passagem de caminhões com produtos agropecuários, assim como de veículos vindos de outros países. Porta-vozes dos produtores rurais disseram esperar um novo "sinal positivo" do governo. Cristina já disse anteriormente que se recusa a negociar sob pressão.
O secretário de Agricultura, Javier de Urquiza, declarou hoje à agência de notícias oficial Telam que a paralisação é "incompreensível", uma vez que o governo havia apresentado "propostas capazes de superar" o impasse. "É importante que a população compreenda que é obrigação do governo manter, para o bem de todos, os equilíbrios entre o consumo doméstico e a alta demanda internacional de alimentos, que leva a priorizar À exportação", em detrimento do abastecimento do mercado interno, completou Urquiza.
O governo alega que o aumento dos impostos sobre produtos agrícolas de exportação busca impedir que os altos preços internacionais contaminem o mercado interno. Com isso, seriam prejudicados os consumidores de menor poder aquisitivo, apontam as fontes oficiais. (AE-AP)