



"A maioria dos preços dos alimentos está em alta, mas esses aumentos foram contidos por quedas e desacelerações de preços em alimentos in natura", explicou o economista. Em São Paulo, houve elevações de preços menos intensas em hortaliças e legumes (de 6,09% para 3,21%); e frutas (de 2,98% para 2,08%). "Mas os derivados de trigo e as carnes continuam em alta no varejo", alertou o economista. Segundo ele, essas movimentações de preços dos in natura ajudaram a conter as fortes acelerações de preços em massas e farinhas (de 0,93% para 1,74%); panificados e biscoitos (de 4,66% para 5,27%) e o fim da queda de preço em carne bovina (de -0,9% para variação zero).
Assim como em São Paulo, o Rio de Janeiro também foi beneficiado por preços comportados dos alimentos in natura. É o caso das movimentações de preços em hortaliças e legumes (de 12,91% para 8,37%) e frutas (de 4,90% para 4,04%). Também no Rio, os preços das carnes e dos derivados de trigo mostraram avanço, com acelerações de preços em massas e farinhas (de 2,41% para 3,38%); panificados e biscoitos (de 4,18% para 5,14%); e carnes bovinas (de 2,94% para 3,7%).
Braz não descartou desacelerações nos próximos resultados do IPC-S para o Rio de Janeiro e para São Paulo. Ele justificou sua posição ao lembrar que os preços dos alimentos in natura, que mostram fôlego para novas desacelerações, têm muito peso na formação do índice. "Mas é preciso ressaltar que o setor de alimentação, ao se excluir os preços dos alimentos in natura, estão em aceleração, de uma maneira geral", afirmou. (Alessandra Saraiva)