[ 06 de maio de 2008 - 13h14 ]
FGV: preço dos alimentos desacelera e segura IPC-S nas capitais

Rio, 6 - Desacelerações de preços em alimentos in natura foram os responsáveis pela manutenção da taxa do IPC-S em São Paulo (em 0,61%) e pelo enfraquecimento da alta do índice no Rio de Janeiro (de 0,95% para 0,83%), anunciados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A informação é do economista da FGV, André Braz. Segundo ele, os in natura foram fundamentais para os resultados comportados do IPC-S nas capitais. Isso porque outros tipos de alimento, como os processados, por exemplo, estão em crescente aceleração de preços.

"A maioria dos preços dos alimentos está em alta, mas esses aumentos foram contidos por quedas e desacelerações de preços em alimentos in natura", explicou o economista. Em São Paulo, houve elevações de preços menos intensas em hortaliças e legumes (de 6,09% para 3,21%); e frutas (de 2,98% para 2,08%). "Mas os derivados de trigo e as carnes continuam em alta no varejo", alertou o economista. Segundo ele, essas movimentações de preços dos in natura ajudaram a conter as fortes acelerações de preços em massas e farinhas (de 0,93% para 1,74%); panificados e biscoitos (de 4,66% para 5,27%) e o fim da queda de preço em carne bovina (de -0,9% para variação zero).

Assim como em São Paulo, o Rio de Janeiro também foi beneficiado por preços comportados dos alimentos in natura. É o caso das movimentações de preços em hortaliças e legumes (de 12,91% para 8,37%) e frutas (de 4,90% para 4,04%). Também no Rio, os preços das carnes e dos derivados de trigo mostraram avanço, com acelerações de preços em massas e farinhas (de 2,41% para 3,38%); panificados e biscoitos (de 4,18% para 5,14%); e carnes bovinas (de 2,94% para 3,7%).

Braz não descartou desacelerações nos próximos resultados do IPC-S para o Rio de Janeiro e para São Paulo. Ele justificou sua posição ao lembrar que os preços dos alimentos in natura, que mostram fôlego para novas desacelerações, têm muito peso na formação do índice. "Mas é preciso ressaltar que o setor de alimentação, ao se excluir os preços dos alimentos in natura, estão em aceleração, de uma maneira geral", afirmou. (Alessandra Saraiva)

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