



Sobre o atraso salarial, o lateral-esquerdo Leandro disse, em tom de desabafo, que isso não interfere em nada na atuação do elenco. "No ano passado, foram sete meses de salário atrasado e não havia esse assunto. Agora, são dez dias sem o dinheiro pingar na conta, e já estão fazendo fumaça." "Tudo no Palmeiras é fogo", disse Leandro, cujo contrato com o Palmeiras termina no dia 30 de junho, mas ele vai ficar no clube. Só falta o Porto, que detém seus direitos federativos, liberar a documentação.
Otimismo
Feliz com o resultado, o técnico Vanderlei Luxemburgo esbanjou otimismo. Para ele, o time começou a assimilar o segredo da competição ao obter sua primeira vitória longe dos seus domínios. "Quem quiser ser campeão não pode só ganhar em casa", declarou. "Temos um caminho grande pela frente e aposto que esse campeonato será complicado."
Vanderlei só ficou irritado ao falar sobre o atraso salarial. "Não teve rebeldia de jogador, não teve crise, não teve nada. E, mesmo que o time tivesse perdido hoje, essa situação não teria interferido", comentou, ressaltando que esse problema não é exclusivo do Palmeiras e atinge todo futebol brasileiro.
A diretoria do Palmeiras prometeu quitar a dívida na terça-feira. "Ela quer pôr ordem na casa. Aqui prevalece a transparência." O Palmeiras vai enfrentar no dia 29 o Naútico, no Palestra Itália. "Mais um jogo decisivo", destacou o lateral-direito Élder Granja. (Bruno Lousada)