



Em depoimento ao juiz Paulo César Vieira de Carvalho Filho, do Órgão Especial do TJ, Fábio Pereira de Oliveira, mais conhecido como Fabinho Gordo, de 34 anos, admitiu que recebia ordens do deputado estadual do DEM do Rio, mas - afirmou - não para cometer crimes. "Ao contrário, ele me mandava tratar bem as pessoas do local." Filho de um policial militar, Fabinho Gordo também admitiu que trabalhou para campanhas de Guimarães, pedindo votos. Ele negou as acusações, entre elas a de que havia a cobrança de taxas de moradores. Sobre a prisão de ontem, Fabinho Gordo admitiu que levava a pistola no porta-luvas do carro, sob a alegação de que pretendia levá-la para a casa da mãe porque sua residência estaria sendo invadida, constantemente.
Ele afirmou que era perseguido pelo ex-sargento Herbert Canígio da Silva, mais conhecido como Escangalhado, que o prendeu, e que só não foi morto porque chegaram policiais da Coordenadoria de Operações Especiais (Core). Ao sair da sala de audiências, a mulher de Guimarães, Vera Guimarães, disse: "Nós somos inocentes. Eu acredito na Justiça de Deus." (Talita Figueiredo e Felipe Werneck)