



Para ele, esta condição oferecida no terceiro dia de negociações pela representante do Comércio dos Estados Unidos, Susan Schwab, é importante por representar avanços em torno de um acordo para a liberalização do comércio multilateral. "Nos dois primeiros dias houve pouca disposição para negociar. Todos chegaram pedindo demais e cedendo pouco", afirmou.
Na avaliação do assessor técnico, no entanto, é preciso buscar mais avanços nesta rodada de debates. Segundo ele, países como Brasil e Argentina, além da União Européia e o G-33, formado por países importadores de produtos agrícolas como China e Índia, devem "dar o próximo passo" e fazer concessões para que as negociações não estacionem. No caso brasileiro, a principal resistência é quanto ao Acesso a Mercados para Produtos Não-Agrícolas (NAMA, na sigla em inglês), que consiste em reduções tarifárias para produtos industriais importados. (Fabíola Salvador)