



"Os números do mercado físico não são bons”, afirmou Paulo Rosa, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Disco (ABPD). Em 2006, a indústria brasileira da música faturou R$ 454,2 milhões, uma redução de 26,2% sobre o ano anterior. Em 2007, a queda deve ser ainda maior, tendo como base os números divulgados sobre a música digital.
No mundo, as vendas de música digital cresceram 40% no ano passado, chegando a US$ 2,9 bilhões. Elas passaram a representar 15% das receitas totais da indústria fonográfica mundial. Em 2006, eram 11% do total e, em 2003, praticamente não existiam.
A internet fez a indústria mundial do disco mergulhar numa crise da qual nunca se recuperou. Em 2000, as gravadoras brasileiras, por exemplo, chegaram a faturar R$ 891 milhões. Apesar do sucesso nas vendas de música digital, ainda não existe um modelo de negócios consolidado e capaz de substituir a venda de discos físicos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)