[ 11 de fevereiro de 2008 - 09h30 ]
Família Safra deve deixar controle do Ponto Frio

São Paulo - Depois de uma década tentando vender a empresa, Lily Safra e o filho, Carlos Monteverde, devem finalmente sair do Ponto Frio. E o caminho para isso será a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Segundo fontes próximas à companhia, a idéia é vender o máximo de ações pelo melhor preço possível. Com isso, a rede fundada no Rio de Janeiro há mais de 60 anos por Alfredo Monteverde, tem grandes chances de se tornar uma empresa sem controlador, de capital pulverizado.

O modelo são as Lojas Renner: em 2005, diante da falta de compradores estratégicos interessados, o grupo americano J.C. Penney vendeu 100% do capital da varejista na Bolsa, numa operação inédita no País. O banco que estava por trás da venda, o Credit Suisse, é o mesmo que agora coordena a venda de ações do Ponto Frio.

"Os controladores gostariam de fazer a venda mais ampla possível das ações. É possível repetir a história da Renner", diz o vice-presidente do conselho de administração do Ponto Frio, Francisco Gros. "É difícil prever o que vai acontecer com o mercado, mas trabalhamos com a idéia de vender as ações ainda no final do primeiro trimestre." Se o preço não sair como esperado, a família Safra tem um "plano B": vender apenas parte das ações, ficar no controle e esperar nova oportunidade de venda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (AE)

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