[ 02 de fevereiro de 2008 - 12h23 ]
Comandante da PM no Rio faz mais duas exonerações

Rio - O novo comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Gilson Pitta Lopes, anunciou mais duas exonerações de chefes da corporação. Dois comandantes de batalhão, identificados com o grupo de oficiais que capitanearam manifestações e atos de insubordinação nos últimos dias, perderam os cargos que ocupavam e foram colocados à disposição do comando.

O tenente-coronel Roberto Alves, que na véspera havia participado, fardado, na praia de Copacabana, de um protesto contra as mortes de PMs, foi afastado do 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM). O tenente-coronel Mauro Gonçalves Teixeira assumirá o cargo temporariamente. Já o tenente-coronel Fernando Príncipe Martins foi exonerado do comando do Batalhão Especial Prisional (BEP). Será substituído pelo tenente-coronel Genésio Lisboa Neves Júnior. Alves e Príncipe foram transferidos para a Diretoria Geral de Pessoal da instituição, onde ficarão sem comando.

Pitta Lopes, o novo comandante-geral, assumiu o posto na terça-feira passada, num movimento do governo estadual para impedir o alastramento pela corporação da sublevação capitaneada pelos coronéis do chamado Grupo dos Barbonos, que exigiam equiparação salarial com a Polícia Civil. A manifestação de anteontem foi promovida pela Associação dos Militares Estaduais (Ame-RJ), que protestou fincando, na areia de Copacabana, cruzes lembrando os 586 policiais mortos nos últimos anos.

O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, já afirmara que novas exonerações aconteceriam na corporação e anunciou, também, uma " oxigenação" na PM, com a abertura de oportunidades de comando para oficiais mais jovens. Ele não comentou os pleitos salariais e disse que a crise havia acabado. (Nilson Brandão Júnior)

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