



Segundo o Google, o programa foi apresentado ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush. Ao ver as imagens de satélite dos campos de refugiados, Bush teria dito que já não havia como negar a existência de um genocídio no Sudão. O mapeamento permite que se possa ter um acesso virtual às principais crises humanitárias e entender o que a ONU está fazendo para tentar dar uma solução.
Conhecido como "Google Earth Outreach" (www.unhcr.org/googleearth), o programa foi criado como mais uma forma de videogame. Mas, em 2005, o fucarão Katrina revolucionou o uso do software. O governo americano pediu ao Google que fornecesse os mapas dos locais onde estavam as vítimas no sul dos Estados Unidos. Com as imagens de satélite, conseguiu salvar cerca de 4 mil pessoas.
O Google então descobriu o uso político de sua nova tecnologia. O passo seguinte foi iniciar trabalhos sociais a partir dos mapas. Pelo programa lançado hoje, internautas e ONGs poderão ter acesso a três níveis de detalhamento. A primeira seria uma viagem virtual por crises como as de Darfur, Iraque e Colômbia. O usuário ainda pode avaliar o impacto dessas crises nos países vizinhos, como no Equador, e a situação dos refugiados colombianos que foram obrigados a cruzar as fronteiras.
O programa ainda permite que o internauta possa entender na vida dos refugiados, obtendo informações sobre o estado de saúde e as condições do campo. A terceira camada de informações permite um "zoom" para dentro dos campos de refugiados, com imagens até das tendas onde vivem. A esperança dos técnicos é de que, no futuro, o mapeamento possa ajudar as agências a planejarem operações de resgate e de ajuda diante do fluxo de populações em fronteiras. (Jamil Chade)