



O consórcio foi escolhido sem licitação, porque foi o responsável pela construção da P-51, da qual a P-56 será clonada. A contratação sem licitação é uma brecha na legislação encontrada pela Petrobras para acelerar seus projetos. A legislação prevê que se a unidade for idêntica, construída pelo mesmo dono e pelo mesmo preço, há a possibilidade de dispensa da licitação.
No caso da P-56 - que ainda está sob análise do Tribunal de Contas da União (TCU) - o valor final ficou US$ 400 milhões a mais do que a P-51, devido à elevação de custos nos últimos três anos, desde que a primeira unidade foi contratada. O volume a ser produzido também sofreu alterações: 80 mil barris a menos do que o projeto inicial, devido a especificações do campo de Marlim Sul. Porém, o gerente executivo da estatal, José Antônio Figueiredo, afirma que o projeto é exatamente o mesmo. (Kelly Lima)