[ 24 de outubro de 2007 - 08h15 ]
Minoritários denunciam fraude na BM&F

São Paulo - O advogado Bension Coslovsky entrega hoje pedido ao Ministério Público do Estado de São Paulo para que este entre com representação contra Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) para assegurar direitos de 387 sócios minoritários, que, segundo o advogado, estão sofrendo perdas financeiras na montagem da oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) da instituição.

Segundo Coslovsky, houve fraude societária na formação da BM&F S.A. e irregularidades na convocação de assembléias. Ele explica que detentores das quatro categorias de títulos patrimoniais que serão convertidos em ações não foram convocados para assembléias, das quais teriam participado apenas dois empregados (Edemir Pinto e Marco Aurélio Teixeira) da BM&F, "representando a totalidade do capital social, quando o correto era estar representada a totalidade do patrimônio", diz o advogado.

Além disso, no processo de troca de títulos patrimoniais por ações, a categoria de sócios efetivos patrimoniais (os minoritários) não tiveram o valor de seu título atualizado pelo valor patrimonial da BM&F nos últimos 25 anos, como as demais categorias de detentores de títulos, o que poderia elevar o valor do título de capital minoritário de R$ 10 mil para R$ 1,632 milhão, com direito a igual número de ações, respectivamente. A BM&F informou que não pode se manifestar por estar em vigor o período de silêncio da operação. (AE)

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