



“Tem gente do grupo do holerite dentro do partido que está trabalhando para o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e esse é um jeito de frear isso”, disse o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB). “Mas ele ainda precisa decidir se será candidato.”
Apesar de defender a antecipação do processo de decisão interna, o ex-governador ainda mantém em segredo se tem interesse em lançar-se candidato à prefeitura. Há no partido duas correntes antagônicas: uma apóia o lançamento de candidatura própria, com Alckmin à frente da chapa, e outra defende uma aliança para reeleger Kassab em 2008 e Alckmin para governador de São Paulo em 2010.
A pesquisa de intenção de voto divulgada anteontem pelo Ibope deu mais fôlego à tese de que Alckmin tem de ser o candidato do PSDB. A sondagem mostrou que o ex-governador e a ex-prefeita e atual ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), são os favoritos na corrida pela Prefeitura de São Paulo, com 27% e 24%, respectivamente. Kassab aparece em terceiro lugar, com 12%. Num cenário sem o prefeito, o tucano leva a melhor, com 32% contra 28% de Marta. A margem de erro é de 4 pontos porcentuais.
O ex-governador tem dito também que, apesar de acreditar numa aliança DEM-PSDB para 2008, não vê problemas em ter Kassab como adversário. Para os tucanos defensores da candidatura de Alckmin, o partido não tem de aguardar uma definição do PT para escolher seu candidato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo (AE)