18/06/2009
Presidente do BNDES espera que economia brasileira cresça 4% no próximo ano
Chiara QuintãoO presidente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, afirmou que o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) deve ultrapassar 80% ou 81% no fim do ano. "A partir daí, as decisões de investimento começam a ser deflagradas", disse. O uso da capacidade instalada está em torno de 79%, depois de ter caído para 74%. Coutinho ressaltou que a ociosidade é maior na indústria de manufaturados, pois o uso foi reduzido em função da necessidade de ajustar estoques. "Os planos de investimento não foram cancelados, mas adiados", disse, ao participar do evento Destaque AE Empresas.
Coutinho ressaltou que, mesmo com a queda de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre, o consumo das famílias aumentou 0,7%. Segundo o presidente do BNDES, o Brasil crescerá 4% em 2010.
"Poderemos crescer mais daí em diante. O crescimento da economia brasileira será maior que o da mundial nos próximos anos", afirmou, destacando que espera que a expansão seja acompanhada de melhor distribuição de renda, qualidade de vida e de mais respeito ao meio ambiente.
Segundo ele, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) deve ficar em 19% no último trimestre, quando a meta de que o investimento alcance 21% do PIB poderá ser retomada. De acordo com Coutinho, o BNDES, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Ministério da Fazenda estão conversando sobre a possibilidade de redução de custos para estimular investimentos. Uma das possibilidades avaliadas pelo BNDES é melhorar as condições para o setor de bens de capital, o mais afetado em função da crise financeira internacional.
Coutinho destacou o crescimento de setores como petróleo e gás, principalmente por meio dos investimentos da Petrobras, energia e rodovias e ferrovias. O desempenho esperado para a construção no segundo semestre, quando os efeitos do "Minha Casa, Minha Vida" serão sentidos, também contribuirá para o crescimento esperado."O Brasil tem projetos de larga escala em forte expansão. Muitos deles foram definidos por decisão do governo e não foram afetados pela crise", disse o presidente do BNDES.