18/06/2009
Empresa não descarta possibilidade de associação com estatais em consórcio
Wellington BahnemannO diretor vice-presidente financeiro e de Relações com Investidores da CPFL Energia, José Antonio Filippo, disse que a companhia planeja deter uma participação de 25% em um dos consórcios que disputarão a concessão da hidrelétrica Belo Monte (PA), que o governo federal planeja licitar ao final de setembro deste ano. "Nós temos como target uma participação de 25% no projeto", afirmou o executivo, que participa hoje do prêmio Destaque Agência Estado Empresas.
Dado o tamanho do projeto, com capacidade instalada de 11 mil MW, Filippo disse que é pouco provável que Belo Monte seja disputada por um grande número de consórcios. "Não acredito que haverá apenas um grupo, mas o leilão não terá muitos consórcios. Nas usinas do rio Madeira, que possuem um tamanho menor, poucos grupos que participaram dos leilões", lembrou o DRI da CPFL Energia.
O executivo, no entanto, afirmou que a companhia ainda não negocia a participação em um consórcio para o leilão. "Hoje, o nosso foco está em entender tecnicamente o projeto para que possamos estar bem preparados para o leilão. Temos um grupo interno montado para isso desde o ano passado", justificou Filippo.
O DRI não descartou a participação de estatais no futuro consórcio que a empresa for integrar para a disputa da concessão. "Se tivermos empresas estatais no consórcio, os sócios privados devem ser majoritários. Isso visa preservar a governança do projeto", destacou o executivo. Os cálculos preliminares da CPFL Energia estimam que o investimento em Belo Monte gira em torno de R$ 20 bilhões.