20/05/2010

Nelson Barbosa diz não ver problema com alta do PIB

Para secretário, depois de uma crise, sempre existe dispersão nas expectativas

Francisco Carlos de Assis

 

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, disse não ver problema nas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre, calculada em 9,85% pelo Banco Central (BC). Isso porque, segundo ele, depois de uma crise sempre existem dispersões nas expectativas.

O Ministério da Fazenda, por exemplo, trabalha com uma estimativa de expansão de 7% a 8,5% do PIB para o período de janeiro a março. Mas o importante, na avaliação do secretário, é que há um "consenso no mercado de que, para o resto do ano, a economia brasileira deve desacelerar seu ritmo de crescimento".

Barbosa, que foi um dos palestrantes no prêmio Destaque Agência Estado Empresas, também comentou as medidas adotadas pelo governo para arrefecer o ímpeto de crescimento da economia este ano. Dentre elas, ele destaca a retirada de medidas adotadas no período da crise para estimular a economia, como a redução do depósito compulsório, e o aumento da taxa Selic.

Outra medida recente destacada pelo secretário foi o corte de R$ 10 bilhões do Orçamento, que na avaliação do Ministério da Fazenda representará uma redução de 0,3 ponto porcentual da taxa de evolução do PIB.

O secretário discorda da tese de que o Brasil tem problemas com relação à formação de poupança interna. Para ele, os próprios investimentos realizados pelas esferas pública e privada geram poupança para o País. O secretário acrescentou que o Ministério da Fazenda trabalha com estimativa de déficit em conta corrente de 2,5% do PIB em 2010. Já os investimentos estão estimados em 18,5% do PIB, podendo chegar a 21,5% em 2014.

 

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