20/05/2010
Banco financiaria a construção de uma termelétrica a gás natural em São Paulo, com capacidade de 500 MW
Wellington Bahnemann
O diretor de Finanças e Relações de Investidores da AES Tietê, Rinaldo Pecchio Junior, disse que a geradora trabalha com a perspectiva de acessar os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para viabilizar os seus planos de expansão no segmento de geração. "A conta só vai fechar com o acesso a um financiamento desse porte", disse o executivo, presente à cerimônia de entrega do prêmio Destaque Agência Estado Empresas.
A expectativa da companhia, inclusive, é contar com os recursos do BNDES para financiar a construção de uma termelétrica a gás natural no Estado de São Paulo, com capacidade de 500 MW e investimento previsto de US$ 500 milhões. Hoje, no entanto, a empresa não tem acesso ao crédito, em função da pendência envolvendo o não pagamento do empréstimo contraído pela Southern Electric Brasil (SEB) no passado para a compra de uma participação acionária na Cemig - o maior acionista da SEB é justamente a americana AES.
A expectativa, porém, é de que pendência chegue ao fim em breve. Isso porque a SEB vendeu a sua participação na Cemig para Andrade Gutierrez no início deste ano. O acordo ainda precisa ser homologado pelo Ministério Público Federal do Rio de Janeiro para que seja concluído. "As coisas têm caminhado bem. Acreditamos que as pendências possam estar resolvidas no curto e médio prazo", afirmou o executivo.
Além da térmica a gás em São Paulo, a geradora planeja de retomar os investimentos em hidrelétricas de maior porte. A companhia tem interesse nos novos projetos que o governo federal pretende licitar no Centro-Oeste e no Norte do País, tais como as hidrelétricas dos Rios Teles Pires (PA/MT) e Tapajós (PA).