Setor maduro reduz necessidade de investimentos de vulto
A Souza Cruz voltou em 2007 à lista das dez melhores companhias para os acionistas. A empresa conquistou a sexta colocação naquela edição do Ranking AE Empresas, ante o quarto lugar do ano anterior. Novamente, o pagamento consistente de dividendos foi o grande diferencial. "Em 2007, nós pagamos 116% de nosso lucro em proventos", afirmou o diretor Financeiro, Luis Rapparini.
"Há muitos anos, temos adotado a política de retornar ao acionista todo o caixa que não é necessário para investimentos no negócio", destacou. "Nos últimos dez anos, pagamos pouco mais de R$ 7 bilhões em dividendos, um retorno acima de 100% do lucro." Ele conta que a Souza Cruz pode fazer isso porque a indústria na qual atua é bastante madura, o que diminui a necessidade de aportes. "Isso não significa que não continuamos investindo. Nossos investimentos em marcas e em atualização tecnológica continuam."
Outro ponto no qual a empresa trouxe bom retorno foi o P/VPA que, quando fica relativamente alto, indica que o mercado acredita que a companhia tem um valor superior ao seu patrimônio. "A nossa ação vem se comportando de forma bastante positiva e temos dado retorno ao investidor, que nos procura com interesse no pagamento de dividendos e na forte geração de caixa."
Na avaliação de Rapparini, a solidez da Souza Cruz em seu mercado também é um atrativo. "A tendência é que, em momentos de crise, o investidor busque papéis como os nossos." Em 2007, as ações da empresa subiram 38,98%, comparado a avanço de 43,65% do Ibovespa. No primeiro trimestre de 2008, com a crise do mercado de hipotecas nos Estados Unidos, os papéis caíram 2,82%, menos que o Ibovespa, que recuou 4,56%.
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2008. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.