Custos competitivos impulsionaram desempenho em conjuntura favorável à siderurgia
O expressivo crescimento da demanda interna por aço e o aquecimento do mercado internacional de minério de ferro ao longo de 2007 ajudaram a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) a garantir a primeira posição no Ranking Agência Estado Empresas, elaborado em parceria com a Economática e concedido em 2008.
Esses fatores impulsionaram as ações da CSN no período, com valorização de 157%, mais de três vezes superior à alta de 44% registrada pelo índice Ibovespa no mesmo ano. Mas foi a estrutura verticalizada que permitiu a obtenção de custos muito competitivos e deu fôlego à empresa para se destacar em 2007.
“Estamos colhendo os frutos dos investimentos que fizemos para ter uma operação integrada”, afirmou na ocasião o presidente da empresa, Benjamin Steinbruch. “Por competência e sorte, investimos em setores muito aquecidos.” Além do minério de ferro, o empresário destacou investimentos em energia, logística e calcário, que permitiram independência à companhia em relação a quase todos os seus insumos. De acordo com o presidente, a empresa foi preparada para a guerra e estava vivendo um momento de paz, o que possibilitou resultados elevados.
As ações da CSN encerraram 2007 com a relação entre preço e valor patrimonial por ação de 5,4 vezes, indicativo de que os investidores tinham elevada percepção de valor da companhia. A siderúrgica também se destacou pela variação do retorno sobre o patrimônio líquido, chamado delta ROE, que subiu 24,2 pontos porcentuais. O lucro líquido em 2007 atingiu o recorde de R$ 2,9 bilhões, alta de 150% em relação ao ano anterior. Outro destaque da CSN foi sua elevada liquidez.
Segundo Steinbruch, o resultado de 2007 foi impulsionado pelo aquecimento da economia brasileira e o consequente avanço da demanda por aço na indústria. Isso permitiu aumento de 28% nas vendas internas de aço da companhia, que atingiram 3,6 milhões de toneladas. Somando-se às exportações, chegaram a 5,38 milhões de toneladas, um avanço de 23%. A geração de caixa também bateu marca histórica, de R$ 4,9 bilhões, 54% superior ao valor verificado em 2006.
A valorização do minério de ferro no mercado internacional foi outro fator positivo para os resultados da CSN em 2007. “Começamos a exportar minério em um momento de forte demanda mundial”, lembrou Steinbruch. A maior mina da CSN - a Casa de Pedra - produziu em 2007 15 milhões de toneladas de minério, mas tinha capacidade para até 70 milhões de toneladas.
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2008. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.