Porto Seguro vence no Novo Mercado e ALL ganha em Sustentabilidade

Valorização das duas empresas na Bolsa favoreceu resultado

O Destaque Novo Mercado de 2007 ficou com a Porto Seguro. A companhia obteve o prêmio porque suas ações registraram valorização de 175% no ano passado, a mais expressiva da carteira do Novo Mercado. No levantamento, são consideradas as empresas que fizeram parte da seção especial da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) durante todo o período.

A Porto Seguro estreou na Bolsa em novembro de 2004, já listada no Novo Mercado, com uma colocação de R$ 350 milhões. Chegou à Bovespa, portanto, logo no começo da onda de abertura de capital que tomou conta do mercado. Na ocasião, os papéis foram lançados ao preço de R$ 18,75. Menos de dois anos depois, em meados de 2006, a seguradora fez uma nova emissão, só que com um valor bem superior, de R$ 33,50.

A alta dos papéis em 2006 foi um dos principais motivos que levaram a Porto Seguro à 10ª colocação no ranking. Para o presidente do conselho de administração da empresa, Jayme Garfinkel, o resultado foi  uma prova do reconhecimento do mercado.

Dois pontos principais marcaram o desempenho das companhias do Novo Mercado: a existência exclusiva de ações ordinárias e o compromisso com a resolução de possíveis conflitos na Câmara de Arbitragem da Bovespa. Além disso, pelo menos 25% do capital da empresa deve estar em circulação.

A América Latina Logística (ALL) ganhou o Destaque Sustentabilidade. Os papéis da operadora de ferrovias avançaram 108% durante a vigência da primeira carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), entre 1º de dezembro de 2005 e 30 de novembro de 2006. A valorização dos ativos é o critério observado para a premiação.

A companhia desenvolveu ações que visam garantir a sustentabilidade do seu negócio, como o reaproveitamento e tratamento de água, reciclagem de lixo, além da produção de dormentes a partir de eucaliptos provenientes de reflorestamento. Além disso, a ALL manteve programas constantes para redução do consumo de diesel, de energia elétrica e papel.

A empresa também apostou em ações educativas como forma de interagir com a comunidade. De acordo com o presidente da ALL, Bernardo Hess, a companhia investiu R$ 10 milhões ao ano entre 2004 e 2006 e pretendia elevar o montante com o objetivo de ampliar os projetos voltados ao meio ambiente e à responsabilidade social.

Segundo o executivo, parte da valorização das ações da companhia refletiu o reconhecimento do mercado. Hess lembrou ainda que quando a empresa abriu o capital em 2004, já desenvolvia uma série de iniciativas na área de governança, de meio ambiente e de responsabilidade. "Considero a nossa entrada no ISE como um passo natural", avaliou.



Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2007. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.

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