Pagamento de dividendos e rentabilidade sobre patrimônio foram diferenciais
A despeito das incertezas quanto ao suprimento de gás natural boliviano em 2006, a Comgás manteve os planos de crescimento em sua área de concessão no Estado de São Paulo. Sexta colocada no ranking Agência Estado Empresas, a companhia investiu R$ 900 milhões na rede de distribuição desde 2005, quando teve início a crise no país vizinho.
“A percepção do mercado sobre a maneira com que gerenciamos essa crise foi muito positiva”, afirmou, na época, o presidente da concessionária, Luis Domenech. A aposta no crescimento se refletiu no aumento de 9,7% no consumo de gás, que totalizou 4,7 bilhões de metros cúbicos em 2006. Por conta disso, o lucro da companhia registrou alta de 33,9%, para R$ 427,4 milhões. A distribuidora também se destacou pelo retorno aos acionistas por meio do pagamento de dividendos e pela rentabilidade sobre o patrimônio líquido.
Domenech salientou que o bom resultado de 2006 também foi explicado pelo êxito da companhia em estruturar financiamentos de longo prazo junto aos organismos multilaterais e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo processo de revisão tarifária, promovido em 2004 pela Comissão de Serviços Públicos de Energia (CSPE). “O processo foi conduzido de maneira muito profissional pelo órgão regulador paulista.”
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2007. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.