Empresa apostou na distribuição de dividendos e no investimento em produtos e processos
A redução do custo de produção, aliada ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento contínuo de novos processos e produtos, ajudou a Weg, uma das maiores fabricantes mundiais de motores e equipamentos elétricos, a driblar os problemas causados pelo câmbio apreciado e pelos elevados preços das commodities que marcaram o ano de 2006. O desempenho garantiu o primeiro lugar no Ranking Agência Estado Empresas do período e, pelo desempenho, a empresa levou o prêmio Destaque Agência Estado Empresas, concedido em 2007.
Na ocasião, o presidente da Weg, Décio da Silva – hoje, presidente do conselho de administração –, ressaltou que a adoção de uma estratégia clara, com a agregação de valor no mercado interno e a busca por internacionalização, além da consistência dos resultados apresentados nos últimos anos, foram fatores determinantes para o reconhecimento da empresa pelo mercado naquele ano.
Em 2006, as ações da companhia dispararam 108,3%, bem acima da alta de 33% obtida pelo Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) no ano. A companhia encerrou 2006 com uma relação entre o preço e o valor patrimonial por ação de mais de seis vezes, demonstração de que os investidores estavam dispostos a pagar um valor elevado por seus papéis. Além disso, a empresa distribuiu 45% do lucro líquido em dividendos, uma cifra de R$ 228,8 milhões, montante 38% superior ao de 2005.
Outro destaque da campeã foi a variação do retorno sobre o patrimônio líquido (delta ROE). A empresa registrou em 2006 lucro líquido de R$ 502,8 milhões, 34% acima do resultado obtido em 2005, representando retorno sobre o patrimônio líquido de 36,6% em 2006.
Silva explicou que o esforço contínuo da empresa para melhorar sua eficiência operacional por meio da redução de custos, com investimentos na área de engenharia de produto e processos, além de uma política de agregação de valor, com a venda de sistemas completos e não somente de produtos isolados, ajudaram a Weg a melhorar o indicador.
O executivo ressaltou ainda que o conceito de governança já era adotado pelos sócios fundadores da empresa desde a sua fundação, em 1961. "Mesmo quando a Weg era uma companhia fechada e familiar, seus donos tinham a preocupação de fazer uma gestão profissional - e a transparência sempre foi um ponto muito importante", disse. O então presidente da Weg contou que a empresa abriu capital muito cedo, em 1970, e evoluiu gradativamente. "Fomos uma das primeiras a aderir ao nível 1 da governança da Bovespa", lembrou.
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2007. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.