Valorização das ações e relação preço/valor patrimonial asseguraram posição
O Itaú aproveitou o forte crescimento do crédito no Brasil para ampliar os negócios em 2005. A expansão, aliada a fatores como valorização das ações, baixa volatilidade e alta liquidez, havia feito do banco uma das principais companhias do mercado de capitais. A instituição financeira, até então o segundo maior banco privado brasileiro, obteve a nona colocação no Ranking Agência Estado Empresas de 2005, elaborado em parceria com a Economática.
O superintendente de Relações com Investidores do Itaú, Geraldo Soares, atribui o desempenho à estratégia de mudar o mix das operações de crédito, ampliando a atuação no segmento de pessoa física, mais rentável, embora também mais arriscado. "Em 2004, os empréstimos a esse público representaram 34% da carteira total. No ano seguinte, saltaram para 42%", afirmou.
O banco também aparece bem posicionado no item preço/valor patrimonial da ação, devido à alta cotação dos papéis no final de 2005. No critério volatilidade, a colocação se deve à política de transparência, com reuniões e teleconferências frequentes com os analistas, o que evitou surpresas, avaliou Soares.
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2006. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.