Uma das maiores dificuldades da empresa era a baixa liquidez dos papéis
A Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), maior operadora de estradas do Brasil, ficou em segundo lugar no Ranking Agência Estado Empresas de 2005, feito em parceria com a Economática e anunciado em 2006. Pioneira do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a CCR também obteve boa classificação no ranking referente a 2004, na 5ª posição.
A holding, que reúne seis concessionárias rodoviárias - AutoBAn, ViaOeste, NovaDutra, Via Lagos, Ponte e Rodonorte – havia ganhado a confiança dos investidores com práticas de governança corporativa, curva crescente de rentabilidade em relação ao patrimônio e alta distribuição de dividendos.
A CCR também obteve boa classificação no índice P/VPA, que aponta a relação entre o preço da ação e o valor patrimonial. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da CCR, Ricardo Froes, o investidor passou a conhecer melhor as características do mercado de concessões rodoviárias.
Outro destaque da empresa no ranking foi o indicador de variação do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que indica disposição do investidor em pagar bem por suas ações. Segundo o presidente da empresa, Renato Vale, a característica do negócio de concessão é oferecer lucros maiores a partir do sétimo ou oitavo ano após a privatização.
No caso da CCR, o aumento no lucro líquido e nas margens foi recorrente depois de 2002, quando ingressou no Novo Mercado da Bovespa. Naquela época, a empresa enfrentou certa desconfiança por parte dos investidores, que tinham restrições à presença de construtoras entre os acionistas e desconheciam as peculiaridades do negócio de concessão. Uma das maiores dificuldades da CCR no mercado era a baixa liquidez dos papéis, um dos indicadores de menor destaque em 2005.
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2006. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.