Varejo, bancos, mineradoras e setor elétrico foram os destaques
Por ocasião do ranking de 2005, que marcou a premiação Destaque Agência Estado Empresas, o mercado de ações estava cada vez mais presente no cotidiano dos brasileiros. Em alta desde 2003, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, vinha atraindo os mais diversos tipos de investidores. A participação das pessoas físicas, por exemplo, vinha crescendo havia pelo menos dez anos, passando de 9,9% do total de negócios, em 1996, para 25,4% em 2006.
"O ano de 2005 foi um período de sonhos, que superou boas performances nos anos anteriores, quando muitos duvidavam", destacou o presidente da Economática, Fernando Exel. Segundo ele, o ano contou com uma liquidez abundante de recursos no cenário internacional, combinada a uma demanda forte por commodities, o que se refletiu na economia doméstica e ajudou as empresas exportadoras que têm forte peso no índice Bovespa.
Apesar dos questionamentos sobre a sustentabilidade do novo patamar de preços no mercado acionário, Exel acreditava que a alta da Bolsa por quatro aos seguidos não havia encarecido as ações brasileiras, nem tirado sua atratividade. "As cotações dos papéis nacionais haviam subido em uma proporção menor que o lucro das companhias."
Na ocasião, ele ilustrou a análise com base na relação entre o preço da ação e o lucro obtido pela companhia (P/L). De acordo com Exel, o P/L total das empresas negociadas na Bovespa não se alterou de 2004 para 2006, mantendo-se em torno de 10 vezes (ação vale 10 vezes o lucro). "A vaca está mais cara, mas dá mais leite", brincou na época.
As principais empresas listadas no ranking elaborado com dados de 2005 vieram de vários segmentos, mas as de comércio com foco no mercado local, mineradoras, elétricas e bancos foram os destaques. No topo do ranking do período, a Lojas Americanas mostrou que seu balanço havia melhorado e que o mercado estava disposto a pagar bem por suas ações, já que seus principais indicadores foram o preço do papel em relação ao valor patrimonial e a variação do retorno sobre o patrimônio (delta ROE).
Resumo de reportagem publicada, na ocasião da entrega do prêmio ranking Destaque Empresas de 2006. O texto original foi divulgado pelo serviço AE Empresas e Setores, conteúdo noticioso e analítico voltado ao mercado corporativo. Para melhor contextualizar as informações, a edição alterou os tempos verbais e atualizou o texto pelo novo acordo ortográfico.