O objetivo do Ranking Agência Estado Empresas é selecionar as companhias que apresentaram o melhor desempenho no período do ponto de vista do acionista. Dessa forma, a Agência Estado e a Economática pretendem estimular entre as companhias abertas o exercício das melhores práticas de administração e de governança corporativa.
Elaboração do Ranking
O principal objetivo na elaboração do ranking foi seguir o critério da maior simplicidade possível, de forma que sua metodologia fosse também a mais transparente e passível de análise por parte do mercado e das companhias abertas.
O primeiro passo na elaboração do ranking é montar uma lista com todas as companhias abertas disponíveis no sistema Economática. Para efeito do ranking, foram excluídas as empresas com patrimônio líquido inferior a R$ 10 milhões em qualquer uma das datas da amostra, além daquelas que não tenham divulgado o balanço no prazo exigido pela Lei das Sociedades Anônimas.
Não fazem parte da amostra também as empresas para as quais não é possível calcular qualquer um dos indicadores em qualquer uma das datas da amostra. A exclusão foi feita para evitar distorções devido a patrimônios de valor muito baixo e também de uso de informações defasadas.
Cada empresa é representada pela sua ação mais liquida (ordinárias ou preferenciais). As empresas que anunciarem fechamento de capital passam a ser excluídas do ranking, devido à intenção de deixar o mercado. Também não participam do levantamento companhias que estiveram inadimplentes com os credores no período.
O sistema Economática conta com mais de 300 empresas, que representam 99% dos negócios da Bolsa de Valores de São Paulo. Devido à diferença nos critérios para divulgação de informações, foram excluídas as companhias abertas que não são negociadas em Bolsa.
Após a montagem dessa lista com todas as empresas abertas, as empresas são classificadas de acordo com cada um dos critérios de avaliação (variação do retorno sobre patrimônio, indicadores fundamentalistas, retorno, risco e liquidez). Ou seja, são feitas listas classificando as empresas segundo cada um dos critérios.
De acordo com a posição que a empresa atinge na classificação pelos critérios de avaliação, ela recebe sua pontuação. Ou seja, se a empresa teve, por exemplo, o maior retorno dentre as companhias abertas analisadas, ela ganha nota 1. Se ela ficou em segundo lugar, nota 2. E assim por diante. O mesmo é feito para cada uma das listas.
Ao final, é feita uma média simples entre todas as notas obtidas pela empresa em todos os critérios de avaliação. Ganha a empresa que atingir a menor pontuação (lembrando que, nas listas anteriores, as melhores classificadas receberam nota 1). Ficam, nas últimas posições do ranking, as que tiverem a maior pontuação após o cálculo da média simples.
Todas empresas que apresentem P/L negativo recebem a mesma nota (nota imediatamente abaixo daquela que apresentou o menor P/L positivo).
Todas as empresas que apresentem dividend yield igual a zero recebem a mesma nota (nota imediatamente abaixo daquela que apresentou o menor dividend yield diferente de zero).
Critérios e glossário
Para escolher as melhores empresas do ranking, foram selecionados critérios que pudessem ser aplicados a todas as companhias, seja qual for seu tamanho ou setor de atuação, sem que isso viesse a causar um viés negativo ou positivo a uma empresa ou segmento em especial.
Para o acionista, os melhores indicadores a se observar em uma empresa são o lucro e seu crescimento. No entanto, sem ponderar o lucro pelo tamanho do patrimônio da companhia, as empresas de pequeno porte seriam sempre prejudicadas pelo ranking. Além disso, os indicadores de rentabilidade ou margem variam de setor para setor.
Assim, para evitar problemas na comparação entre empresas de diversos tamanhos e de setores diferentes foi selecionada a variação do Retorno sobre o Patrimônio Líquido (Return on Equity ou ROE) no período em questão para avaliar as empresas do ponto de vista de rentabilidade. Ou seja, se o ROE passou de 10% para 15%, a empresa teve uma variação positiva de cinco pontos porcentuais no período. Portanto, se sai melhor no ranking a empresa que apresenta maior variação positiva no ROE.
Veja a fórmula:
Os indicadores fundamentalistas relacionam o preço da ação no mercado ao comportamento gerencial da companhia, por intermédio dos números registrados em balanço. As principais vantagens desses indicadores é que eles mostram o comportamento da empresa em relação ao mercado e a percepção dos investidores em relação às companhias. Além disso, praticamente todos eles podem ser utilizados para comparação entre empresas de diversos setores e tamanhos.
Para efeito do ranking, foram selecionados os seguintes indicadores fundamentalistas:
Índice Preço Lucro (PL): É a relação entre a cotação final do período (1) e o lucro por ação da empresa nos últimos 12 meses. Um PL relativamente alto indica que a expectativa do mercado é que os lucros da companhia vão crescer ou que é relativamente seguro que essa empresa vá de fato ter lucros importantes no futuro. PLs relativamente baixos indicam que a empresa deverá ter lucros decrescentes ou que representa um risco para o investidor o recebimento daqueles lucros e, portanto, possuir aquela ação. Para efeito do ranking, quanto maior o PL, melhor colocação teve a empresa.
Índice Preço Valor Patrimonial (P/VPA): É a relação entre a cotação final do período (1) e o último patrimônio líquido por ação da companhia. Um índice relativamente alto indica que o mercado acredita que a companhia tem um valor superior ao seu patrimônio e vice-versa. Para efeito do ranking, quanto maior o P/VPA, melhor colocação teve a empresa.
Dividendo/Valor Patrimonial da Ação: O indicador representa o retorno do acionista com o pagamento de dividendos e juros sobre o capital próprio em relação ao patrimônio da empresa. O cálculo considera os dividendos pagos no período e o valor patrimonial da ação ao final do trimestre. Quanto maior o retorno com dividendos, melhor classificada fica a companhia.
Fórmulas:

Uma verdade inquestionável no mercado de capitais é que a melhor ação é a que apresenta o maior retorno com menor risco e maior liquidez. Assim, não poderiam deixar de faltar no ranking de companhias abertas uma avaliação de cada um desses fatores.
O cálculo do retorno, no sistema da Economática, é feito com ajuste a proventos nas cotações no passado. Ou seja, o retorno leva também em consideração os dividendos já pagos pela companhia, além de outros eventos societários (como bonificações, por exemplo). A metodologia considera o retorno da ação em 12 meses.
Para medir o risco, foi utilizado o cálculo da volatilidade. Quanto menor a volatilidade, maior pontuação recebeu a empresa.
Para medir a liquidez, foi utilizado o mesmo critério que a Bolsa de Valores de São Paulo usa para quantificar esse indicador. Quanto maior a liquidez, melhor colocada ficou a empresa.
Fórmulas:
